Estabelecido pela ONU, abril é marcado pela cor azul como uma forma de conscientizar e informar as pessoas sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o TEA caracteriza-se por comprometimento da interação social e da fala, bem como alteração comportamental. 

Alguns casos, sobretudo os mais severos, podem ser observados em bebês até mesmo antes de 12 meses: 

– Em bebês de até 12 meses: não acompanha os pais visualmente, não reconhece ou não apresenta reação corporal aos sons de fala ou do ambiente, esboça poucos sorrisos, tem pouco ou nenhum balbucio, não imita gestos, não estende os braços para colo, tem resistência à introdução de novos alimentos;

– Maiores de 1 ano: apresenta poucas expressões faciais, fixa o olhar em objetos que rodam, realiza movimentos repetitivos sem intenção aparente, evita contato visual com adulto, não lida com os brinquedos da maneira convencional, não responde ao ser chamado pelo nome.

Vale destacar que, como não é considerada uma doença, o TEA não tem cura. No entanto, a abordagem precoce minimiza sintomas, amplia a independência e melhora a qualidade de vida o quanto antes, tanto da criança quanto dos familiares. Por isso a importância das consultas periódicas dos bebês. 

Nós, do Ciesp, lembramos que todo autista é capaz de aprender, basta entender como ensinar. E todos têm suas individualidades, não sendo correto as generalizações. 

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria e Portal PEBMED